Há dois restaurantes em São Paulo que são meus favoritos para “datas especiais”.
Um é o Vecchio Torino, o outro é o Antiquarius.
O primeiro é um italiano (óbvio, com esse nome não seria japonês) espetacular, onde tudo é delicioso, serviço impecável, ambiente agradabilíssimo, enfim, o pacote completo.
Mas como sou um tanto metódico, e volto aos lugares já sabendo o que vou pedir (na verdade, na grande maioria das vezes, volto por causa de determinado prato), quase sempre como a mesma coisa.
Numa recente comemoração familiar, resolvi inovar.
Sou viciado em costeletas de cordeiro. Se leio o cardápio de um restaurante, seja onde for, e vejo as tais costeletas, tenho sérias dificuldades para pedir outra coisa.
Na penúltima vez que estive no Vecchio, deixei passar porque já tinha combinado com minha mulher que pediríamos o fabuloso gnocchi fontina.
Mas na última, nem toquei no cardápio. Originalmente, o prato vem com um risoto trufado, que eu troquei (perdão, não me apaixonei pela iguaria) por uma massa.
Estava ótimo, mas não assumiu o topo do meu ranking particular.
Menções (muito) honrosas, não necessariamente nessa ordem: Vecchio Torino, Fogo de Chão, Vinheria Percussi, Vicolo Nostro e Piselli. Em breve, a do Rubayat deve entrar na lista.
A melhor costeleta de cordeiro de São Paulo, do Brasil, e provavelmente do mundo, é a do Due Cuochi.
São uruguaias, macias, suculentas e não têm um mísero sinal de gordura, o que é o grande diferencial.
A propósito: o vinho que acompanhou o jantar no Vecchio Torino (que felizmente não caiu na minha conta) foi um tinto italiano: Michele Chiarlo Barbera D’Asti Superiore. Uma beleza.
Na próxima visita, outra inovação: o penne ao pesto, outro vício, que nunca pedi lá por achar trivial demais.
Fica para outro post.
Escrito por andrekfouri