O MOLHO…

29/07/2010

Há dois restaurantes abertos há algum tempo em São Paulo, inspirados no famosíssimo Le “Relais de L’Entrecôte” parisiense.

Para quem não conhece, o nome pode sugerir pompa e frescura que o lugar não tem.

Para quem conhece, só sugere um prato: carne, batata frita e um molho delicioso.

Talvez seja o “restaurante de um prato só” mais bem sucedido do mundo.

Pois bem. O primeiro a abrir em São Paulo foi o bistrô “l’Entrecôte de Ma Tante” (de propriedade do cozinheiro e apresentador franco-brasileiro Olivier Anquier).

O segundo foi o “L’Entrecôte de Paris”.

Já estive nos dois e me dei melhor no último. Mas os relatos de amigos mostram experiências boas e ruins, em ambos, em níveis equilibrados.

A questão é a seguinte: ninguém vai a um ou a outro por causa da carne. O negócio é o molho (em minha opinião particular, o molho em cima da batata frita). Mas a carne pode atrapalhar a experiência.

Quando fomos ao “… de Ma Tante”, logo depois da inauguração, o lugar parecia o único restaurante da cidade, de tanta gente dentro e na calçada, esperando.

Não houve nada de muito errado, mas a carne estava meio dura. A batata estava perfeita, mas algo me disse que o molho não era igual àquele, de Paris.

E não era mesmo. Como o próprio nome diz, o restaurante de Olivier Anquier serve o entrecôte da tia dele (mais informações no site), seguindo a tradição francesa de cada família ter uma receita “secreta” para um prato comum.

Na busca pelo inesquecível molho parisiense, fomos conferir o “… de Paris”. E na primeira vez, logo que abriu, fomos mal.

A carne estava dura, também. O serviço, confuso. A batata, fria. Mas o molho (que provavelmente não é exatamente igual ao “original”) me fez lembrar daquele.

Foi o suficiente para voltarmos mais umas 4 vezes. A última, no fim de semana retrasado. E por sorte, ou porque o restaurante “se entrosou”, os jantares aconteceram sem ocorrências. Carne macia, batata frita crocante, e o molho que é a alma da refeição.

Antes, tem uma salada de nozes com molho de mostarda, que é ótima. Durante, uma boa carta de vinhos e uma longa seleção de cervejas internacionais. Depois, sobremesas que nunca experimentei porque não havia mais espaço.

Pretendemos voltar ao “… de Ma Tante”, porque o que atrapalhou na primeira vez foi a expectativa de encontrar “o molho”.

O problema é que ele está no “… de Paris”.


LOCAÇO

27/07/2010

O nome do cara é Jeb Corliss.

Agora é o momento para parar de ler se você sabe quem é.

Se não sabe, clique aqui quando tiver mais ou menos 10 minutos para conhecer alguém absolutamente louco.

Conscientemente louco.

Corliss considerou suicídio quando tinha 18 anos. Aos 21, descobriu o base jumping.

“É a atividade perfeita”, ele diz. “Porque se eu fizer, é uma coisa que poucos seres humanos nesse mundo querem fazer. E se eu morrer fazendo… bem, aí eu consigo o que quero.”

Ele está realmente tentando se matar. Quer ser o primeiro ser humano a saltar de um avião e aterrissar, sem paraquedas.

O vídeo (em inglês) vale muito a pena.


DE VOLTA AO QUE É (MUITO) BOM

22/07/2010

As condições de alimentação durante a Copa do Mundo foram melhores do que se imaginava.

Em certos períodos, deu até para escolher onde comer.

Uma coisa atrapalhou e ajudou ao mesmo tempo: os dois primeiros restaurantes “italianos” visitados foram os últimos. As aspas servem para denunciar a existência de falsos italianos em Joanesburgo. Decidi, logo após a segunda massa de baixíssimo nível, que não cairia mais no conto.

A parte boa é que menos carboidrato na dieta favorece a manutenção da linha de cintura.

Mas o fato é que comer uma boa massa era uma das prioridades na volta para casa. Por isso estivemos no Due Cuochi, que é (parafraseando o slogan daquela cerveja dinamarquesa), provavelmente, o melhor restaurante de São Paulo.

Não é o mais chique, o mais exclusivo, o mais caro, o mais pomposo. Por isso mesmo, no geral, deve ser o melhor.

Vamos colocar assim (e eu sei que sou suspeito, porque estou falando das minhas preferências): se todos os restaurantes da cidade forem proibidos, e só um puder continuar aberto, tem de ser o Due Cuochi.

Enfim, ao que interessa:

Estivemos lá por causa de dois pratos específicos. Minha mulher adora o ravióli de brie com pêra. E eu comi, uma vez só, por causa da gentileza do pessoal da cozinha, um ravióli de costela com polenta que foi feito para ser uma entrada. Experimentei, é digno de aplausos, pedi como prato, eles fizeram.

Para minha sorte, quebraram meu galho de novo. E como valeu a pena. Recomendo de olhos fechados.

Uma outra coisa: o chef Paulo Barros está testando um nhoque de abóbora com zabaione salgado gratinado. Dependendo da aceitação, vai para o cardápio.

Eu não gosto de nhoque nem mais e nem menos do que de outras massas, e confesso que achei a receita meio ousada quando a “amostra” chegou à mesa.

Mas é muito bom, como tudo o que se come no Due Cuochi.


%d blogueiros gostam disto: