O TWITTER (e um forno em manutenção)

Em abril de 2009, fiz este post em meu blog no Lancenet! sobre o Twitter.

Foi um “pensamento alto” e, ao mesmo tempo, uma pequena pesquisa. Com a novidade explodindo na rede mundial, não conseguia enxergar como usá-la profissionalmente. O uso pessoal, obviamente, nunca foi cogitado. Esse tipo de coisa não é para mim.

Lembro que a maioria dos comentários do post concordou comigo. Entre twitter ou não ter, a opção foi não ter. Mas na verdade não foi bem assim.

Desde então, quase dois anos atrás, eu estou no Twitter. Mas não estou. Quer dizer, uso metade do que o Twitter oferece. Sou apenas um leitor secreto, jamais digitei o primeiro dos 140 caracteres a que tenho direito.

Já tive vários nomes diferentes (todos “de fantasia”), já segui mais de 100 pessoas, nunca me empolguei.

Explico: para quem vive no mundo em que vivo, o do jornalismo, o noticiário é onipresente. Fica-se sabendo das coisas todos os dias, o tempo todo. Claro, às vezes demora mais, às vezes menos, mas as notícias estão sempre chegando.

Na minha vida de tuiteiro pela metade, não me lembro de ter pensado que “eu não teria ficado sabendo disso se não fosse o Twitter”. Mesmo porque os jornalistas que deram furos de 140 caracteres sempre acabaram escrevendo posts em blogs, reportagens em sites e jornais, boletins em rádios e TVs.

Ocorre que meu ponto de vista era o pior possível para fazer essa análise. A ficha caiu agora, nas minhas férias, em que passei cerca de 20 dias fora do Brasil.

Eu sabia que não conseguiria me desplugar completamente, então fiz uma experiência: decidi usar o Twitter para (tentar) me informar sobre as coisas. Cada navegada pela internet começou por ele.

Foi interessante, divertido e – importante dizer – satisfatório.

Segui vários colegas que respeito e admiro, alguns perfis institucionais de empresas jornalísticas e muitos repórteres e colunistas estrangeiros que sabem utilizar o espaço com maestria.

Para quem não vive cercado pelo noticiário, o Twitter pode ser indispensável.

Para quem faz o que eu faço, pode ser muito útil. Desde que se “acerte a mão”.

Vou ver se consigo. A partir de hoje, entrarei na conversa para informar/opinar, divulgar minhas atividades e as de outras pessoas.

Você pode me seguir em @KfouriAndre

Um pedido: se algum dia eu escrever “bom dia, acabei de tomar café” (ou similares), por favor chame a ambulância.

______

Voltamos anteontem ao Olea Mozzarella Bar, local já comentado (e aprovado) aqui.

A ideia era fazer uma despedida das férias com a melhor coisa já inventada usando o leite das búfalas, seguida pela pizza italiana servida lá. A vontade específica se acumulava há mais de um mês.

Cheguei com minha mãe, minha mulher e minhas filhas. Em minutos, estávamos exagerando nos pães, na berinjela… era melhor pedir logo as pizzas.

Cardápio na mão, perguntei a elas o que queriam. Ao lado da mesa, o garçom se antecipou:

– Hoje não temos pizza…

Acho que olhei para o cara como se ele fosse de outro planeta. A simples possibilidade de ser verdade me aterrorizou.

Claro que era.

Houve um problema no forno, que estava “em manutenção” apenas naquela noite. Que fase.

Expliquei que nosso plano era pizza, e que continuaria a ser. O dono do restaurante foi absolutamente gentil. Fomos embora atrás de uma segunda opção, mas a noite acabou ali.

A pizza italiana que o Olea serve não pode ser encontrada em outro lugar. E mesmo se pudesse, não seria a mesma pizza na qual pensei por semanas.

Pode ser exagero meu, mas terei de voltar em breve.

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6 Responses to O TWITTER (e um forno em manutenção)

  1. André,
    bem vindo ao twitter! é compreensível a sua explicação, vc fez bem em acompanhar e entender como funciona o twitter, realmente é preciso ter algum critério para saber usar esta ferramenta social, para não termos em nossa “time line” frases como a que vc citou…sim chamarei a ambulância! rsrs
    Nós acompanhamos o mundo esportivo e fontes confiáveis de informação precisam ser garimpadas, se quiser dê uma olhada em nossas listas do twitter (@LUCZconsultoria)quem sabe tem alguém que te interesse seguir. O TWT pode ser uma ótima fonte de notícias em primeira mão, por exemplo foi por ele que vimos o estado do capacete do Felipe Massa antes mesmo da primeira publicação, pois alguém enviou do celular direto do box para o twitter.
    Sucesso em suas twitadas! Compartilhe divirta-se!
    Abrs,
    Luis C. Santana.

  2. Willian Ifanger disse:

    Opa……sabe que o Olea é a próxima visita ao seu guia (nossa, se eu me programo para isso, chego lá e tenho essa notícia, sou capaz de chorar….hehehehe).

    André, eu não tenho Twitter, nunca vi graça nisso. Meses atrás, eu criei um Facebook para ter contatos mais próximos com amigos, mas andei me deparando com esse tipo de coisa que você falou: pessoas expondo sua vida como se fosse importante pra mim. Então perdi meio o gosto dessa vida de rede social.

    Capaz que eu faça então apenas para seguir.

    Eu não sei se você ainda vai seguir fazendo reportagens dentro de campo, mas uma utilidade da ferramenta seria você comentar algo que está acontecendo durante o jogo, alguma curiosidade….sei lá…..isso se der tempo de fazer essas coisas durante o trabalho.

  3. Marcel Souza disse:

    Bem vindo ao Twitter. Ao contrário de muita gente, eu acho a ferramenta muito bacana. Sem brincadeira ela é hoje meu principal meio de informação. Tem muita porcaria, claro, mas tem muita informação rápida que, se eu quiser, posso ir atrás. Não tem mais como eu ficar navegando em milhões de sites e blogs, então o Twitter ajuda bem.

    1 abraço e bem vindo de volta também!

  4. Anna disse:

    Seja bem-vindo ao Twitter. Já estou seguindo!

  5. Edouard Dardenne disse:

    Cara, fui com minha namorada ao Olea Mozzarella ontem à noite. Coisa pra gente grande. Provei a burrata com pesto, e as bolas de queijo, embora eles não tivessem a bola com azeitona. Mas as pizzas é que são incríveis. Pedimos uma meia capricciosa meia provola. Fiquei impressionado. Um abraço.

    AK: Eu avisei… um abraço.

  6. Willian Ifanger disse:

    André, sempre esqueço de te perguntar isso….você costuma usar o serviço de “valet” dos lugares que frequenta? Confia?

    AK: Costumo, apesar dos preços insanos. O problema é que estacionar na rua, à noite e distante do restaurante, é viver perigosamente. Mas, como é frequente, já tive aborrecimentos. Boa ideia para um post. Obrigado e um abraço. Um abraço.

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