O PATRIARCA

10/08/2011

Fiquei devendo, e faz tempo, o relato de uma visita ao “pai de todos”.

Pois bem, voltamos recentemente. Aí vai:

Fasano é um lugar especial em São Paulo, porque não fica em São Paulo. De fato, não fica no Brasil.

Nada contra os restaurantes paulistanos e brasileiros de todos os tipos e cardápios, que fique claro. A fartura e qualidade de opções é reconhecida internacionalmente. Para quem gosta é um privilégio.

Só que há lugares que têm o poder de fazer o cliente viajar sem entrar no avião. O Fasano é assim: te leva para a Europa.

A partir do momento em que se entra no hotel, o ambiente, a decoração, o cheiro, é tudo diferente. A viagem continua até o restaurante.

Chegamos numa sexta-feira fria. As lareiras do lobby estavam acesas, contribuindo para o clima europeu da experiência.

A mesa estava reservada, nós não nos atrasamos e por isso não tivemos que passar pelo bar – o que não teria sido necessariamente um problema.

É interessante como um dos locais mais sofisticados da cidade consegue ser simpático e agradável no trato com os clientes. Mérito dos funcionários. Não há nada esnobe ou desnecessário no serviço, característica das casas de Rogério Fasano.

O couvert chegou em segundos. Pedimos água para acompanhar uma garrafa de vinho que levamos, e logo recebemos na mesa a visita do sommelier Manoel Beato.

Beato é uma figura simpaticíssima, uma das atrações do Fasano. Ele quis saber se tínhamos alguma recomendação para o vinho. Obviamente, deixamos tudo a critério dele.

Não sou um conhecedor de vinhos, mas um admirador. Além de beber, gosto de ler sobre o assunto e conversar com quem conhece. Espero que o Beato não tenha ficado incomodado com minhas perguntas.

O salão do Fasano estava com uns 60% de ocupação. Muitas mesas aparentemente formadas por hóspedes do hotel, incluindo uma mais barulhenta, perto de nós, que não chegou a atrapalhar mas foi motivo de alívio quando se levantou.

Minha mulher e eu pedimos os mesmos pratos. As costeletas de cordeiro com crosta de pão, com dois acompanhamentos: risoto de parmesão (para ela) e purê de batata (para mim).

Costeletas de cordeiro são um problema pessoal. Elas me cegam para outras possibilidades. É a segunda vez que vou ao Fasano e nem olho o cardápio.

Este post também serve para anunciar que o topo do meu ranking particular mudou. É do Fasano a melhor costeleta de cordeiro que já experimentei.

Para facilitar as coisas: TUDO estava excepcional.

Torta de maçã e sorvete de pistache de sobremesa. Café e chá.

O Fasano é um lugar para ir de vez em quando, de modo que não se torne “comum”. Um restaurante para jantares especiais.

Voltaremos.

(Desculpem pelo longo período de hibernação do blog. Como quem perde tempo com visitas a esta página bem sabe, o MG é uma iniciativa puramente pessoal, que trato sem a menor pressão. Compreendo e obviamente agradeço o interesse. Tentarei ser mais frequente.)


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