ENTRETENIMENTO POSSÍVEL

30/12/2011

“Missão: Impossível – Protocolo Fantasma” vale o ingresso.

Se não fosse por outras razões, já seria por (no quarto episódio) garantir 133 minutos de entretenimento e não causar aquela sensação frequente em sequências de “deveriam ter parado no último”.

O filme tem o pacote completo da franquia: ação sem descanso, boa dose de pancadaria, pessoas que não são quem você pensa e Ethan Hunt fazendo o impossível para completar sua missão – no caso, salvar o mundo.

Li algumas críticas desabonadoras e entrei no cinema meio ressabiado, mas saí com a conclusão de que quem não gostou deste não tem nenhum motivo para ter gostado dos anteriores.

A propósito: o meu preferido é o segundo filme, o que começa com Hunt escalando uma rocha e recebendo sua missão ao usar um óculos Oakley. Além disso, é o episódio que tem a música Take a Look Around (Limp Bizkit), que é, de longe, a melhor já usada na série.

Mas “Protocolo Fantasma” tem algo mais – a direção de Brad Bird, que certamente levou sua experiência com animações (“Os Incríveis”, “Ratatouille”) para a empreitada produzida por Tom Cruise.

As cenas que você sabe que não são reais são insanamente reais.

Uma sequência é especial. Hunt, com luvas criadas para transformar pessoas em aranhas, escala as janelas de vidro do prédio mais alto de Dubai para manipular o servidor de internet do local. Obviamente, uma das luvas para de funcionar. Obviamente, ele se contorce em movimentos inimagináveis a um quilômetro de altura. Obviamente, ele escolhe um método ainda mais suicida para voltar.

O negócio é vertiginoso ao extremo. Provavelmente me obrigará a rever o filme num cinema IMAX.

Outro mérito da franquia MI é navegar muito bem pela fronteira entre as forçadas de barra aceitáveis e o chamado “território Van Damme” (alguns prefeririam “território Dolph Lundgren”, mas acho injusto até com Van Damme). Mesmo as cenas impossíveis para um ser humano são feitas de um jeito cool, que não produzem o riso do ridículo.

Falando em riso, o filme tem momentos divertidos, graças principalmente a Benji (Simon Pegg, que apareceu no terceiro episódio), o cérebro responsável pelo aparato tecnológico da equipe de Hunt.

“Missão: Impossível – Protocolo Fantasma” termina com o recebimento de uma nova missão, o que praticamente garante um quinto filme.

Comprarei o ingresso.

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